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	<title>Faculdade Cristã de Curitiba &#8211; FCC</title>
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		<title>O Discipulado de Jesus e a Capacitação na Igreja Local</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 15:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Capacitação é o meio do qual podemos nos utilizar para tornar alguém apto para realizar uma ou várias tarefas específicas. No contexto da igreja local, capacitação pode significar a edificação ou preparação dos discípulos de Jesus. Esta preparação visa equipá-los para que eles se tornem discípulos aptos a exercer o serviço [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Capacitação é o meio do qual podemos nos utilizar para tornar alguém apto para realizar uma ou várias tarefas específicas. No contexto da igreja local, capacitação pode significar a edificação ou preparação dos discípulos de Jesus. Esta preparação visa equipá-los para que eles se tornem discípulos aptos a exercer o serviço cristão. De igual modo, a capacitação visa ajudá-los a desenvolver os seus dons para que a Igreja seja edificada. Não se trata, em primeiro lugar, de firmar discípulos recém convertidos, ainda que o crescimento espiritual dos participantes seja parte integrante e fundamental de qualquer treinamento para capacitação no âmbito da igreja local.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">É importante ressaltar que o conceito de capacitação, aqui utilizado, engloba muito mais do que a simples transmissão do conhecimento. A capacitação deve ser muito mais abrangente do que um treinamento escolar alcança. Na capacitação para o serviço da Igreja, o discípulo deve ser visto e incluído como um todo. Trata-se, dessa forma, de um verdadeiro desenvolvimento de pessoas para que elas possam atuar no campo do cristianismo prático. As pessoas capacitadas para o serviço deverão tornar-se aptas a desenvolver as suas tarefas especiais com maior eficácia para que a igreja local seja edificada.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">No evangelho segundo João (20.21b) podemos ler a seguinte expressão “assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”. São palavras de Jesus. Faz parte do chamado de cada cristão, servir ao corpo de Cristo com o dom que lhe for dado. Deus dá a cada discípulo dons e talentos que servem para a edificação da Igreja e para testemunho perante o mundo:</span></p>
<blockquote>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, <em>fale</em> segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, <em>administre</em> segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! (1 Pe 4.10,11)</span></p>
</blockquote>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">A igreja local deve planejar e se engajar a não se contentar simplesmente em levar pessoas à conversão e a uma consolidação na fé; deve, sobretudo, ajudá-las a descobrir, desenvolver e aplicar os seus dons. Na carta aos Efésios (4.11,12) encontramos o seguinte registro: “E ele  mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros  e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Com base no texto citado acima, fica claro e evidente que o objetivo primário do corpo de líderes da igreja local é “aperfeiçoar os santos” para o desempenho do seu serviço. A Igreja é um povo de servos, um povo do reino, um povo dotado, contemplado com dons e graças multiformes de ministério. Na Bíblia, os leigos são todo o povo de Deus – tanto o clero como o “laicato” (“leigo” significa literalmente “do povo” e vem do termo <em>laos</em>, “povo”).</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">É, pois, responsabilidade primeira dos líderes da igreja, bem como a preocupação de cada membro, que todos os santos sejam equipados para o seu ministério. Uma identidade e uma prioridade totalmente novas precisam ser encontradas tanto por pastores como por “leigos”.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Nenhuma pessoa seria capaz de sozinha, incorporar todos os dons ministeriais dados por Deus para a Igreja. Não há uma pessoa que possa ser um preparador “onicompetente” de discípulos. Essa deve ser uma tarefa coletiva.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Hoje, apenas algumas poucas igrejas possuem diretrizes para a capacitação dos discípulos para o serviço. Existem de fato, testes que ajudam os discípulos a descobrir os seus dons. O que quase não se vê é a ajuda necessária para que esses discípulos possam desenvolver esses dons. Pastores e dirigentes das igrejas muitas vezes se queixam da falta de obreiros capacitados. Pode ser que o motivo não esteja tanto na falta de disposição para o serviço, e sim na falta de oferta de programas adequados para a capacitação dos discípulos na prática do desenvolvimento de seus dons.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Grande parte dos programas de capacitação existentes hoje tem por objetivo a formação e o preparo do participante de forma individual. Uma pessoa recebe o treinamento específico e se torna apto para ser um líder qualificado de igreja. Dessa forma, muitas vezes negligencia-se o sentido maior da capacitação: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1 Co 12.7). Oswald Sanders, citado por Ott, declara “Se nos empenharmos em formar uma classe de líderes, provavelmente iremos criar um grupo de intelectuais impacientes, ambiciosos e insatisfeitos”. Sanders acrescenta: “não estamos à procura de ‘líderes’, mas de ‘servos’”.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Quando isso não está em primeiro plano, o propósito da capacitação pode tornar-se perigoso. Somente um elo resistente entre a capacitação e as reais necessidades da igreja, junto com uma inabalável disposição dos discípulos em se empenhar pelo seu sucesso conduzem à formação de “servos” e não de “líderes”. Pessoas que não olhem os outros de cima para baixo e que não queiram se exaltar sobre os outros. No discipulado de Jesus Cristo, a liderança cresce ao lado da servidão: “&#8230;quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo”(Mt 20.26,27).<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Sandro Pereira</span></p>
<hr />
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> OTT, C. <strong>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</strong>. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 13-14.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;"><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> STEVENS, P.<strong> A Hora e a vez dos leigos.</strong> São Paulo: ABU Editora S/C, 1998. p. 16.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;"><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a><em>Idem</em>, p. 17.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;"><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> OTT, C. <em>Idem,</em> p. 12-13.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;"><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a><em>Idem,</em> p. 23-24.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Os Objetivos do Ensino de Jesus – específicos – 2ª parte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2020 22:46:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Anteriormente iniciamos o tratamento dos objetivos específicos do ensino de Jesus. Nesse texto queremos dar continuidade, avançando para a percepção de outros objetivos específicos no ensino do Mestre dos mestres. Jesus tinha o claro objetivo de treinar seus discípulos para continuar o ensino depois dele, isto é, formar discípulos que fizessem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Anteriormente iniciamos o tratamento dos objetivos específicos do ensino de Jesus. Nesse texto queremos dar continuidade, avançando para a percepção de outros objetivos específicos no ensino do Mestre dos mestres.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus tinha o claro objetivo de treinar seus discípulos para continuar o ensino depois dele, isto é, formar discípulos que fizessem novos discípulos (Mt 28.19,20).<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"><sup>1</sup></a> Essa era sua tarefa final, o seu ministério foi dedicado a essa tarefa. Ele ensinou e viveu esse objetivo </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Lc 4.18,19). </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Podemos compreender isso com clareza em Mateus 9.35-38: Ele ensinava, pregava e curava (v.35). De forma extremamente habilidosa ele reconhecia a verdadeira necessidade das pessoas: elas pareciam ovelhas sem pastor (v.36a). </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">No Evangelho segundo Mateus, o motivo de seu ministério torna-se evidente, compaixão. Todavia, ao invés de atender sozinho às necessidades, ele se dirige a seus discípulos (v.37) e lhes diz que orem por mais trabalhadores (v.38). </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">No capítulo 10 desse mesmo Evangelho, Jesus enviou os seus discípulos para que fossem ao encontro dessas necessidades e realizassem aquilo que ele mesmo havia feito até então. Parece que esse objetivo estava previsto desde o chamado de seus discípulos. É o que encontramos ao ler Marcos 3.14, 15: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar e para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">. O processo mais constante em Marcos é o discipulado. É um elemento central dentro do projeto de Jesus. Aprender a viver ou ser como Jesus gastando tempo com ele, observando-o em ação, compartilhando de sua vida, aprendendo com ele e devotando-lhe todo o coração. Discipulado é, pois, a principal atividade que segue o batismo.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote2sym" name="sdfootnote2anc"><sup>2</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Percebemos que uma dependência na operação da graça de Deus é essencial no processo de ensino. Esses estágios incluem preparo, instrução e avaliação.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote3sym" name="sdfootnote3anc"><sup>3</sup></a> Ressalta-se que existem alguns aspectos interessantes nesse treinamento para o serviço.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote4sym" name="sdfootnote4anc"><sup>4</sup></a> Esses aspectos podem ser descritos com maior riqueza de detalhes. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">A associação pessoal com Jesus leva os discípulos a aprenderem mediante o exemplo e a imitação. Esse é o aspecto da observação. A segunda fase vem mediante o ouvir os incomparáveis ensinos de Jesus em várias circunstâncias. É o aspecto da instrução verbal. A terceira fase é a prática, isto é, a experiência direta propriamente dita, quando Jesus lhes confiou serviços práticos concedendo-lhes que batizassem seus (con)servos. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus ainda envia os doze numa excursão de ensinamento e prédica </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Tendo convocado os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades;”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Lc 9.1). A expressão </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>synkalesámenos</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> “tendo convocado”, designa uma reunião solene e é mais expressiva que o termo </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>proskálesámenos</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 10.1) “tendo chamado” e </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>proskaleithai</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> “e chamou” (Mc 3.13). Mas o mais importante a enfatizar é que o motivo principal do envio dos doze pode ter sido a grande miséria do povo, completamente abandonado por seus mestres e líderes. Eles são enviados não para começar, mas para continuar o que o próprio Jesus já começara.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote5sym" name="sdfootnote5anc"><sup>5</sup></a> </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Depois, Jesus novamente envia seus discípulos. Dessa vez um número de setenta </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“E, depois disso designou o Senhor ainda outros setenta e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Lc 10.1), mas a missão é semelhante. O fato de que Jesus determina também outros servos pela escolha para o seu serviço, pode ser uma indicação de que essa atividade não era uma prerrogativa do grupo dos doze. Jesus orienta os discípulos a sair em duplas, a fim de permitir-lhes que usufruíssem do benefício da “irmandade”. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Esses dois momentos em que o mestre envia seus discípulos proporcionam a eles uma experiência direta. A quarta fase consiste em uma reunião para ouvir os relatórios dos discípulos, proporcionando-lhes assim direção e supervisão. São as conversas de avaliação.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote6sym" name="sdfootnote6anc"><sup>6</sup></a> </span></p>
<p class="western"><a name="_Toc194316758"></a> <span style="font-family: Arial, serif;">Ainda que Jesus agisse espontaneamente e, aparentemente, sem uma sistemática definida, o treinamento de seus discípulos desenvolvia-se passo a passo. Partia da disposição inicial dos discípulos de o seguirem, passando pela fase do aprendizado até chegarem à fase de exercerem o ministério por si mesmos e, por fim, havia momentos em que paravam para uma avaliação.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">No discipulado de Jesus ouvir as palavras e ver as obras dele ocupavam um lugar de extrema importância. Olho e ouvido testemunhando fatos de uma vida sem igual era de fato uma excelente preparação para uma futura testemunha. Os discípulos podiam garantir as credenciais para a sua história, somente se pudessem prefaciá-la com a afirmativa: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos&#8230;”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (1 Jo 1.3a).<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote7sym" name="sdfootnote7anc"><sup>7</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Os discípulos chamados por Jesus o seguiram durante alguns meses, talvez até um ano inteiro, antes de receberem dele alguma tarefa ou serviço. No período inicial do discipulado ouvir e ver, parece ter sido a ocupação principal para eles. Os discípulos eram então como crianças nascidas em um novo mundo, cujo conjunto de lições iniciais consistiu no uso de seus sentidos na observação dos maravilhosos objetos dos quais estavam cercados. Nesse período, Jesus foi para eles, um exemplo vivo daquilo que eles deveriam se tornar. Enquanto Jesus orava e ensinava, os discípulos apenas observavam. A observação passiva dos discípulos é uma característica apresentada especialmente no Evangelho segundo Marcos.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote8sym" name="sdfootnote8anc"><sup>8</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Antes que Jesus tomasse a decisão de enviar seus discípulos para a prática (Mt 10), pode-se dizer que ele os levou consigo como observadores em uma viagem semelhante </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“&#8230; e percorria Jesus todas as cidades e aldeias&#8230;”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 9.35a). Durante essa viagem Jesus ministrava aulas práticas e concretas. Dessa forma, seus discípulos eram instruídos naquilo que deveriam fazer<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote9sym" name="sdfootnote9anc"><sup>9</sup></a>.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">As coisas que os discípulos viram e ouviram eram suficientemente maravilhosas. Jesus Cristo tomou o cuidado de inculcar, em seus seguidores, a magnitude do privilégio que tinham </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“&#8230; Bem aventurados os olhos que veem o que vós vedes. Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não ouviram”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Lc 10.23-24).</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Veja como o discipulado de Jesus contém uma riqueza de objetivos que, depois deverá ser coroado com o recebimento de poder do alto, no dia de Pentecostes, mas, nunca despreza o treinamento e o aprendizado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<div id="sdfootnote1">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym">1</a><span style="font-family: Arial, serif;"> OTT, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 31.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote2anc" name="sdfootnote2sym">2</a><span style="font-family: Arial, serif;"> WATTS, R. E. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Jesus, modelo pastoral: estudo do Evangelho de Marcos.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> Rio de Janeiro: Danprewan Editora, 2004. p. 32.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote3">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote3anc" name="sdfootnote3sym">3</a><span style="font-family: Arial, serif;"> PAZMIÑO, R. W. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Deus nosso Mestre</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. p. 41.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote4">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote4anc" name="sdfootnote4sym">4</a><span style="font-family: Arial, serif;"> PRICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>A pedagogia de Jesus; o mestre por excelência.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1975. p. 59.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote5">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote5anc" name="sdfootnote5sym">5</a><span style="font-family: Arial, serif;"> RIENECKER, F. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Evangelho de Lucas: comentário Esperança.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> Curitiba: Editora Esperança, 2005. p. 204.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote6">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote6anc" name="sdfootnote6sym">6</a><span style="font-family: Arial, serif;"> PRICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>A pedagogia de Jesus; o mestre por excelência.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1975. p. 59.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote7">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote7anc" name="sdfootnote7sym">7</a><span style="font-family: Arial, serif;"> BRUCE, A. B. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>O treinamento dos doze.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> São Paulo: Arte Editorial, 2005. p. 47.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote8">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote8anc" name="sdfootnote8sym">8</a><span style="font-family: Arial, serif;"> BOICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>O Discipulado segundo Jesus</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001. p. 37.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote9">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote9anc" name="sdfootnote9sym">9</a><span style="font-family: Arial, serif;"> OTT, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 37.</span></p>
</div>
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		<title>Os Objetivos do Ensino de Jesus – específicos – 1ª parte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 18:59:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Agora que já vimos os objetivos gerais dos ensinos de Jesus, podemos passar para os objetivos específicos de seu ensino. Essa abordagem irá exigir algumas publicações. Os evangelhos demonstram que Jesus objetivava promover uma transformação no ser humano, reorganizar intrinsecamente sua capacidade de pensar e viver emoções. Ele pretendia construir uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Agora que já vimos os objetivos gerais dos ensinos de Jesus, podemos passar para os objetivos específicos de seu ensino. Essa abordagem irá exigir algumas publicações.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Os evangelhos demonstram que Jesus objetivava promover uma transformação no ser humano, reorganizar intrinsecamente sua capacidade de pensar e viver emoções. Ele pretendia construir uma pessoa solidária, tolerante, que pudesse considerar a dor do outro.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"><sup>1</sup></a> </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Seu objetivo por excelência era a mudança da vida do indivíduo, e não apenas seu intelecto e emoções.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote2sym" name="sdfootnote2anc"><sup>2</sup></a> Podemos dizer que seu objetivo final foi formar discípulos que fizessem novos discípulos </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Portanto, ide, ensinai todas as nações&#8230;”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 28.19a). Eles deveriam se tornar pescadores de homens e realizar um ministério como aquele que Jesus realizou. Para cumprir esse objetivo, requeria-se dos discípulos que aprendessem diligentemente a viver totalmente sob o senhorio de Jesus e cumprir tudo aquilo que, como mestre, ele lhes ensinava. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Após passar pelo discipulado de Jesus Cristo, eles deveriam estar aptos a transmitir esse ensinamento e modo de vida para outras pessoas. Seus discípulos deveriam dar continuidade àquilo que Jesus havia iniciado </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“&#8230; Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Jo 20.21b).<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote3sym" name="sdfootnote3anc"><sup>3</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus enfatizava o arrependimento </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“&#8230; Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 4.17b). Foi para isso que ele veio ao mundo, iniciar o reino de Deus na terra através dos discípulos. Jesus Cristo primeiro cuidou de levar o povo à conversão a Deus. A experiência da conversão é descrita em o Novo Testamento como novo nascimento: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Jo 3.3), iluminação, novo coração e arrependimento: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 4.17). O vocábulo utilizado para arrependimento nesse texto é </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>metánoia</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> que significa: mudança de mente, mudança do homem interior, mudança profunda e radical da mente, incluindo as faculdades de percepção<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote4sym" name="sdfootnote4anc"><sup>4</sup></a>. Pode ser uma experiência sem alarde, ou do tipo revolucionário; pode ser gradativa ou repentina; pode ser dominantemente intelectual, emotiva, ou volitiva; pode ser mais viva libertação do pecado ou mais sensível marcha para a retidão. Todavia, em cada caso deve haver uma entrega a Deus e o transpor uma linha divisória para se entrar à vida cristã e, portanto, ao discipulado.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote5sym" name="sdfootnote5anc"><sup>5</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus queria que seus discípulos adotassem princípios corretos. Os princípios são forças poderosas para a construção do caráter. Jesus apresentou princípios retos e justos. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celestial”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 5.48). Ele procurou de modo especial dar a todos uma compreensão mais clara da natureza de Deus e de sua atitude para com a humanidade. Jesus evidenciou as qualidades e práticas que deveriam caracterizar os cidadãos do Reino, tanto na vida particular como em suas relações públicas. Ele alertou a todos contra o orgulho, a cobiça, a raiva para com outro irmão, e contra o olhar para a mulher cobiçando-a.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Ele proclamou como segundo mandamento a harmonia com o próximo </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“&#8230; Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mc 12.31b). A única responsabilidade maior do que essa é a harmonia com Deus </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças&#8230;”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mc 12.30). </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Dessa forma, o viver cristão envolve relações retas para com o homem, assim como para com Deus. Ao enfatizar a doutrina das recompensas na eternidade, Jesus disse que tais recompensas se baseiam no ter dado atenção e auxílios aos necessitados </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adocei, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 25.35, 36). </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus enfatizou o evangelho do amor. Ele sabia que o verdadeiro amor derrubaria todas as barreiras. Alertou a todos contra o ódio. Jesus sabia que não podiam existir boas relações quando reinava o ódio. Ele enfatizou também a necessidade do espírito pacifista, ao dizer: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 5.9).</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus Cristo fez uso de determinadas técnicas para ajudar seus discípulos a verificar e reforçar suas crenças e convicções </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“&#8230; Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?&#8230; Simão, filho de Jonas, amas-me?&#8230; Simão, filho de Jonas, amas-me?&#8230;”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Jo 21.15, 17). Ele bem sabia que somente o conhecimento não poderia vencer os desejos instintivos e o mau ambiente. Assim pois, o mestre tanto buscou aprofundar as convicções como implantar a verdade. Ele reconhecia a necessidade de despertar o sentimento e desenvolver atitudes. Jesus despertava o interesse de aprofundar as convicções. Jesus colocava para os discípulos perguntas como estas: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Que vos parece?”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 18.12). </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“Que pensais vós do Cristo?”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Mt 22.42). O ensino deve fortalecer, e não enfraquecer as convicções. É preciso desenvolver no discípulo convicções tão fortes para que eles se mantenham resolutos e invencíveis.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Precisamos notar que em todos os ensinos Jesus nunca esqueceu dos problemas dos ouvintes. Sempre buscou resolvê-los para fazê-los discípulos felizes e unificados. A ênfase dada por Cristo era sobre a vida e não coisas materiais. Jesus tinha em vista a própria vida, mais do que propriamente o intelecto. Ele tinha em vista os ouvintes, mais do que o conteúdo de seu ensino. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Quando conversou com Nicodemos (Jo 3.1-21), abordou o ponto fraco do seu farisaísmo formalista e lhe ensinou a lição da necessidade conversão, </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Jo 3.3b). O discipulado de Jesus, ensinou como resolver as necessidades e problemas da vida.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">O desejo de Jesus não se limitava a obter uma resposta definida para seus ensinos, tampouco a resolver por meio deles problemas específicos da vida. Ele conseguia olhar mais adiante. Jesus desejava desenvolver em seus discípulos a integridade da missão. O mestre buscava criar e desenvolver virtudes positivas, tais como a honestidade, humildade, pureza, altruísmo, bondade, sacrifício, para enobrecer o caráter (Mt 5.1-12). </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Demonstrou-se bem mais interessado na qualidade de seus seguidores do que na quantidade deles. Importou-se mais com o valor de seus discípulos do que com seu número. Mais com resultados permanentes do que com êxitos temporários.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Mas, não acaba por aqui, os objetivos específicos de Jesus terão continuidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<div id="sdfootnote1">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym">1</a><span style="font-family: Arial, serif;"> CURY, J. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>O Mestre dos Mestres – Análise da Inteligência de Cristo; v. 1</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. p. 104.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote2anc" name="sdfootnote2sym">2</a><span style="font-family: Arial, serif;"> ARMSTRONG, H. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Bases da Educação Cristã.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994. p. 27.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote3">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote3anc" name="sdfootnote3sym">3</a><span style="font-family: Arial, serif;"> OTT, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 32.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote4">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote4anc" name="sdfootnote4sym">4</a><span style="font-family: Arial, serif;"> TAYLOR, W. C. 1886-1971. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Dicionário do Novo Testamento grego</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. 10. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991. p. 135.</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote5">
<p class="sdfootnote-western"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote5anc" name="sdfootnote5sym">5</a><span style="font-family: Arial, serif;"> PRICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>A pedagogia de Jesus; o mestre por excelência.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1975. p. 50, 51.</span></p>
</div>
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		<title>Os Objetivos do Ensino de Jesus &#8211; gerais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2020 19:38:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Em nosso terceiro texto pudemos compreender ao menos algumas das exigências do discipulado de Jesus Cristo. Se é verdade que somos salvos pela graça, também é verdade que se trata de uma graça exigente. Nesse sentido, precisamos compreender que Jesus tinha em seu discipulado alguns objetivos gerais. Esses objetivos gerais do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Em nosso terceiro texto pudemos compreender ao menos algumas das exigências do discipulado de Jesus Cristo. Se é verdade que somos salvos pela graça, também é verdade que se trata de uma graça exigente.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Nesse sentido, precisamos compreender que Jesus tinha em seu discipulado alguns objetivos gerais. Esses objetivos gerais do discipulado de Jesus podem ser divididos em: </span></p>
<ol type="a">
<li><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Objetivos cognitivos:</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> estes incluindo grau de conhecimento e entendimento necessários para uma boa capacitação para o serviço; </span></li>
<li><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Objetivos afetivos:</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> ligados às emoções dos discípulos, bem como aos posicionamentos e às marcas do caráter de cada um deles; e, por fim; </span></li>
<li><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Objetivos pragmáticos:</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> tratando das habilidades práticas para o ministério.</span></li>
</ol>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Não lemos em nenhum lugar do Novo Testamento que Jesus teve a pretensão de formar uma espécie de elite para que fossem os “líderes de igreja”. A capacitação na igreja tem o caráter de produzir líderes-servos e não líderes-de-servos<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote1sym" name="sdendnote1anc"><sup>i</sup></a>. Sua preocupação estava muito mais focada em formar servos para que essas pessoas doassem as suas vidas em benefício de outros com afetuosa dedicação. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">A essência do treinamento de Jesus consistia no desenvolvimento do caráter de seus discípulos e em que tipo de pessoas eles deveriam se tornar. Os discípulos só estariam aptos a continuar o ministério que Jesus havia iniciado depois de terem sido renovados interiormente. No treinamento de Jesus, características como confiança, intrepidez e compaixão eram muito mais importantes do que a capacidade de fazer uma boa pregação. Sua prioridade estava nos objetivos afetivos.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote2sym" name="sdendnote2anc"><sup>ii</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">O objetivo da obtenção de aprendizagem na área afetiva é a identificação do sistema de valores, com os modelos de comportamento e atitudes. Esse tipo de aprendizagem atua sobre a vida interior visando uma modificação do caráter, que refletirá no comportamento exterior. Um programa de treinamento para conselheiros espirituais, por exemplo, poderá vir a ser deficiente se ele não abordar e tratar de forma consciente a atitude do conselheiro diante da pessoa que busca ajuda.</span></p>
<p class="western"><a name="_Toc194316765"></a><a name="_Toc194982254"></a><a name="_Toc194983570"></a> <span style="font-family: Arial, serif;">Martens afirma que reações </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“emocionais são aprendidas, isto quer dizer, adquiridas em até 99%. Apenas bem poucas das reações emocionais são inatas. A partir disso, podemos deduzir que essas reações emocionais também podem ser desaprendidas; também poderíamos dizer que elas podem ser aprendidas como algo novo e reaprendidas com uma nova direção”.</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> Estamos falando aqui dos objetivos afetivos da aprendizagem.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote3sym" name="sdendnote3anc"><sup>iii</sup></a></span></p>
<p class="western"><a name="_GoBack"></a> <span style="font-family: Arial, serif;">Os discípulos também precisavam entender a verdade do Reino de Deus para que pudessem transmiti-la. Eles tiveram que adquirir inclusive, um modo de pensar totalmente novo, tendo em vista o fato de que o ensinamento oferecido por Jesus era totalmente diferente daquele oferecido pelos mestres da lei. Os discípulos tinham que entender as verdades libertadoras de Jesus, que eram o principal foco de suas pregações </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (Jo 8.32). O vocábulo “conhecereis” nessa passagem, corresponde ao grego </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>ginosko</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, que significa aprender, entender, obter conhecimento<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote4sym" name="sdendnote4anc"><sup>iv</sup></a>. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Ginosko </i></span><span style="font-family: Arial, serif;">é o conhecimento que tem um início, um progresso e a obtenção de algo. É o reconhecimento da verdade mediante experiência pessoal.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote5sym" name="sdendnote5anc"><sup>v</sup></a></span></p>
<p class="western"><a name="_Toc194316764"></a> <span style="font-family: Arial, serif;">Os objetivos cognitivos da aprendizagem englobam o saber, o processo do pensamento e as habilidades intelectuais. Estes objetivos podem ser compreendidos por nível de intensidade: conhecimento e entendimento, transferência e aplicação prática, análise de situações e capacidade de julgamentos. Para a grande maioria dos objetivos de treinamento, a transmissão de determinados conhecimentos básicos, o estímulo à reflexão e o desafio para uma explanação e um relacionamento autônomo com a temática são pré-requisitos para alcançar os objetivos afetivos que conduzam à prática.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote6sym" name="sdendnote6anc"><sup>vi</sup></a></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Os discípulos de Jesus teriam que continuar o ministério por ele iniciado. Por isso, estavam também incluídos objetivos práticos<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote7sym" name="sdendnote7anc"><sup>vii</sup></a> em seu programa de treinamento. Os discípulos deveriam ser instruídos e orientados nos diferentes ministérios. Interessante é que o ensinamento verbal dado por Jesus tinha bem poucas instruções do tipo: “É assim que se faz”. Não lemos nada acerca de instruções de como os discípulos fariam para preparar uma pregação ou de como poderiam conduzir uma conversa de aconselhamento. Jesus utilizava métodos totalmente diferentes da instrução verbal, para alcançar os objetivos práticos do treinamento.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Os objetivos práticos referem-se ao desenvolvimento e ao aprofundamento de habilidades e capacidades práticas em um determinado campo da ação. Grande parte das pessoas que participam de treinamentos no âmbito eclesiástico possui apenas pouco tempo, às vezes pouco interesse, para acumular apenas conhecimento teórico. Às vezes, a pergunta que trazem em suas mentes é “O que o treinamento me trará?”.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Para um desenvolvimento eficaz dos dons, uma boa capacitação para o serviço na igreja local e para o exercício do ministério, torna-se imprescindível uma combinação entre a teoria necessária, as habilidades psicomotoras, as sensibilidades interpessoais e as atitudes de caráter.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;">Na próxima reflexão abordaremos os objetivos específicos do ensino de Jesus. Em seguida nos concentraremos na questão da capacitação no âmbito da igreja local propriamente dita. Após uma conceituação de capacitação, faremos uma abordagem de alguns pressupostos, suas vantagens, exigências e abrangência. Demonstraremos o papel do pastor nessa capacitação. Trataremos também da dimensão espiritual, uma abordagem ao ciclo completo da capacitação, desde a constatação das necessidades, os objetivos, a elaboração e execução dos planos de estudo, as avaliações, o acompanhamento que se faz necessário. Trataremos do acompanhamento tão importante na vida do discípulo e terminaremos com o processo de multiplicação, objetivo final da capacitação do autêntico discípulo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<div id="sdendnote1">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote1anc" name="sdendnote1sym">i</a><span style="font-family: Arial, serif;"> STEVENS, R.P. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>A hora e a vez dos leigos.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> São Paulo: ABU Editora S/C. 1998. p. 78.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote2">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote2anc" name="sdendnote2sym">ii</a><span style="font-family: Arial, serif;"> OTT, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 32</span></p>
</div>
<div id="sdendnote3">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote3anc" name="sdendnote3sym">iii</a> <span style="font-family: Arial, serif;"><i>Apud </i></span><span style="font-family: Arial, serif;">OTT, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 73</span></p>
</div>
<div id="sdendnote4">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote4anc" name="sdendnote4sym">iv</a><span style="font-family: Arial, serif;"> TAYLOR, W. C. 1886-1971. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Dicionário do Novo Testamento grego</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. 10. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991. p. 49.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote5">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote5anc" name="sdendnote5sym">v</a><span style="font-family: Arial, serif;"> BÍBLIA. Português. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Bíblia de Estudo Plenitude.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> Versão Revista e Corrigida da Tradução de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995. p. 1082.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote6">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote6anc" name="sdendnote6sym">vi</a><span style="font-family: Arial, serif;"> OTT, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Treinando Obreiros: Princípios Bíblicos, Conselhos Didáticos, Modelos Práticos</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Curitiba: Editora Esperança, 2004. p. 72.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote7">
<p class="sdendnote-western"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote7anc" name="sdendnote7sym">vii</a> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Voltado para objetivos práticos. </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Dicionário Eletrônico Houaiss da língua portuguesa.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> Versão 1.0.7. – setembro de 2004.</span></p>
</div>
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		<title>As exigências do discipulado segundo Jesus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2020 19:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A exigências do discipulado segundo Jesus Com essa terceira publicação já tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da excelência do ministério de ensino do Jesus, bem como, uma rápida definição do que seria o discipulado. Sabemos que desde a primeira publicação adiantamos que faríamos uma abordagem a respeito dos elementos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;"><b>A exigências do discipulado segundo Jesus</b></span></p>
<p class="western" align="left"><a name="_Toc194982227"></a><a name="_Toc194983543"></a><a name="_Toc195084499"></a><a name="_Toc195550037"></a><a name="_Toc195638149"></a><a name="_Toc196272955"></a><a name="_Toc196273019"></a><a name="_Toc198520001"></a><a name="_Toc198520046"></a><a name="_Toc198520090"></a><a name="_Toc198970969"></a><a name="_Toc200455604"></a><a name="_Toc424631220"></a><a name="_Toc426836646"></a><a name="_Toc426836951"></a></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Com essa terceira publicação já tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da excelência do ministério de ensino do Jesus, bem como, uma rápida definição do que seria o discipulado. Sabemos que desde a primeira publicação adiantamos que faríamos uma abordagem a respeito dos elementos no ensino do Senhor Jesus que são meramente humanos. Mas, pedimos um pouco de paciência. É necessário, antes, compreender quais são as exigências do discipulado segundo Jesus.</span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Essas exigências aparecem implícitas no chamado de Jesus que se constitui no “Segue-me”, ou no “Vinde após mim” em algumas passagens registradas nos Evangelhos. </span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Na metade do Evangelho segundo Marcos nos capítulos 8, 9 e 10, Jesus é encontrado levando seus discípulos para uma jornada. Durante a peregrinação, Jesus está abrindo os olhos de cegos, levando-os através de um caminho que eles não conhecem. Esta jornada é o caminho do discipulado.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote1sym" name="sdendnote1anc"><sup>i</sup></a></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">O discipulado está ligado na ação da graça em razão da seriedade do processo: “A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para adquirir a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga as suas redes e o segue&#8230; Essa graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, lhe dar a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador&#8230; A graça preciosa é a encarnação de Deus”.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote2sym" name="sdendnote2anc"><sup>ii</sup></a></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Essa é a graça de Deus para os discípulos. É uma jornada a ser empreendida. Contudo, essa jornada é acompanhada de algumas exigências: obediência, arrependimento, submissão, compromisso e perseverança. </span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">A palavra “segue-me” (a</span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>kolouthéo</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">) como em Mateus 9.9, está no imperativo, sendo, dessa forma, uma ordem. Por essa razão, aqueles que receberam a ordem de seguir a Jesus, obedeceram imediatamente.</span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Jesus chamou Mateus, como um pecador reconhecido. Todavia, a necessidade de arrependimento não é menos evidente nos chamados dos outros discípulos, pois o imperativo “segue-me” é imediatamente precedido pela mensagem “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus” (Mt 4.17; Mc 1.14). </span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Diferentemente dos rabinos, Jesus rompeu as barreiras que separavam os puros e os impuros, os pecaminosos e os obedientes. Chamou o cobrador de impostos que ficava fora da comunidade de adoração (Mc 2.14), assim como também chamou o Zelote (Lc 6.15), bem como o pescador (Mc 1.15ss). Ele chamou pessoas para segui-lo com a consequência de que deixaram o barco, a barreira de pedágio e a família, revelando um conhecimento surpreendente de sua missão.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote3sym" name="sdendnote3anc"><sup>iii</sup></a></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Em um de seus mais importantes discursos a respeito do discipulado, Jesus ilustra o chamado como colocar um jugo “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossa alma” (Mt 11.29). A figura do jugo sugere muitas coisas. Todavia, a ideia principal é a submissão a Cristo na obra para qual foram comissionados. O jugo é também uma conexão entre submissão e sujeição. “Submeter” deriva-se de duas palavras latinas, </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>sub</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (“sob”) e </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>mitto</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, ou </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>mittere</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (“colocar”). Dessa forma submissão significa colocar-se sob a autoridade de outrem. O vocábulo “sujeitar” também é derivado de duas palavras latinas, neste caso </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>sub</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (“sob”) e </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>iacto</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>actare</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (que significa “lançar” ou “jogar”). Significa ser </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>colocado sob</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> a autoridade de outrem. </span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">A palavra jugo ainda remete a outras definições. Nos tempos antigos, era costume que quando um governante conquistava outro povo, estendia uma vara presa entre dois pilares, a mais ou menos um metro do chão, e obrigava o povo que havia sido capturado a passar por baixo dessa vara. Essa atitude simbolizava que o povo estava se colocando sob seu jugo, isto é, submetendo-se à sua autoridade. Quando Jesus emprega esta figura, está dizendo que o seguir é submeter-se a ele. É recebê-lo como Senhor de toda a vida.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote4sym" name="sdendnote4anc"><sup>iv</sup></a></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">O príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon, via o chamado “tomai sobre vós o meu jugo” como o seguinte significado:</span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Se você for salvo por mim, eu serei seu Mestre e você será meu servo; você não pode me aceitar como Salvador, se não me aceitar também como legislador e comandante. Se não fizer o que eu requerer de você, não encontrará descanso para sua alma.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote5sym" name="sdendnote5anc"><sup>v</sup></a></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">É impossível seguir a Cristo sem estar completamente comprometido com ele. A falta de compromisso significa desviar-se do caminho ou afastar-se dele. De igual modo, é impossível ter um compromisso com Cristo, se não houver o “seguimento”. A falha em segui-lo significa, na verdade, estar comprometido com outros interesses ou então, estar comprometido com outras pessoas.</span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Há quem diga que existem dois evangelhos sendo pregados. Um é o evangelho que exige somente a fé, o outro exige além da fé, um compromisso por parte do discípulo. A mensagem da fé somente, e a mensagem da fé acrescida da exigência de compromisso de vida não podem fazer parte do mesmo evangelho; portanto, uma delas é falsa e incorre na maldição de perverter as boas novas ou pregar outro evangelho conforme pode ser lido em Gálatas 1.6-9. Aqueles que adotam a primeira posição não negam que o compromisso em si seja necessário para o crescimento na vida cristã. Negam, entretanto, que o compromisso é primordial, no sentido de que não há seguimento sem compromisso. Não há discipulado sem compromisso.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote6sym" name="sdendnote6anc"><sup>vi</sup></a> </span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Seguir a Cristo, não se constitui em um ato isolado. Não é uma atitude realizada uma vez e nunca repetida. O “seguimento” é um compromisso para a vida toda, que só será efetivamente cumprido na eternidade.</span></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif;">Isto significa que o discipulado não é somente uma porta de entrada, mas um caminho a ser seguido. O discípulo prova a validade de sua decisão seguindo até o final. O verdadeiro discípulo segue Jesus até o fim, em todos os sentidos.<a class="sdendnoteanc" href="#sdendnote7sym" name="sdendnote7anc"><sup>vii</sup></a></span></p>
<p align="left">
<hr />
<div id="sdendnote1">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote1anc" name="sdendnote1sym">i</a><span style="font-family: Arial, serif;"> WATTS, R. E. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Jesus, modelo pastoral: estudo do Evangelho de Marcos.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> Rio de Janeiro: Danprewan Editora, 2004. p. 21</span></p>
</div>
<div id="sdendnote2">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote2anc" name="sdendnote2sym">ii</a><span style="font-family: Arial, serif;"> BONHOFFER, D. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Discipulado</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1980. p. 10</span></p>
</div>
<div id="sdendnote3">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote3anc" name="sdendnote3sym">iii</a> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">BROWN, C. </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><b>O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento</b></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"> – vol. I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984. p. 666.</span></span></p>
</div>
<div id="sdendnote4">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote4anc" name="sdendnote4sym">iv</a><span style="font-family: Arial, serif;"> BOICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Idem</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>,</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> p. 23-24.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote5">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote5anc" name="sdendnote5sym">v</a> <span style="font-family: Arial, serif;"><i>Apud</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> BOICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Idem</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>,</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> p. 40.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote6">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote6anc" name="sdendnote6sym">vi</a><span style="font-family: Arial, serif;"> BOICE, J. M. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Idem</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>,</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> p. 25.</span></p>
</div>
<div id="sdendnote7">
<p class="sdfootnote"><a class="sdendnotesym" href="#sdendnote7anc" name="sdendnote7sym">vii</a> <span style="font-family: Arial, serif;"><i>Idem</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, p. 29</span></p>
</div>
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		<title>Discipulado segundo Jesus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 17:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao final de nossa reflexão sobre Jesus o mestre por excelência, dissemos que existem elementos na arte e no ensino de Cristo que são meramente humanos. Porém, antes de abordarmos esses elementos, precisamos conhecer o que significa ser um discípulo de Cristo. A palavra discípulo deriva do latim discípulus, sendo que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="left"><span style="font-family: Arial, serif; color: #333333;">Ao final de nossa reflexão sobre Jesus o mestre por excelência, dissemos que existem elementos na arte e no ensino de Cristo que são meramente humanos. Porém, antes de abordarmos esses elementos, precisamos conhecer o que significa ser um discípulo de Cristo.</span></p>
<p class="western" align="left"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;">A palavra discípulo deriva do latim </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>discípulus</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, sendo que no primeiro século depois de Cristo, transmitia a ideia de </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>aluno</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> ou </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>aprendiz</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"><sup>1</sup></a> Essa palavra está estreitamente relacionada à ideia de “disciplina”. Ela implica na exigência de que se renuncie a tudo. A raiz verbal desse vocábulo vem do latim </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>discere</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, que traduzido significa ensinar.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote2sym" name="sdfootnote2anc"><sup>2</sup></a></span></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;">Nas Sagradas Escrituras a ideia de discípulo aparece no Antigo Testamento. No primeiro Livro das Crônicas 25.8 podemos ler: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Deitaram sortes para designar os deveres, tanto do pequeno como do grande, tanto do mestre como do discípulo”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Essa passagem refere-se aos alunos da escola de música do templo de Jerusalém. O termo hebraico ali utilizado é </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>talmyd</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, que tem sua raiz na palavra </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>lamad</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, e pode ser traduzido por aprender ou ensinar. No judaísmo do pós-exílio, o discípulo (</span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>talmyd), </i></span><span style="font-family: Arial, serif;">que escolhe subordinar-se a um rabino segue-o em todo lugar aprendendo dele, e, sobretudo servindo a ele. A obrigação do aluno para servir é uma parte essencial da aprendizagem da Torá, e a capacidade de praticá-la em toda e qualquer situação<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote3sym" name="sdfootnote3anc"><sup>3</sup></a>. </span></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;">Ainda no Antigo Testamento a palavra discípulo aparece no livro do profeta Isaías 8.16: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>“</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Resguarda o testemunho, sela a lei no coração dos meus discípulos”</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">. Esse profeta usa o termo “discípulos” para se referir àqueles que eram ensinados ou instruídos.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote4sym" name="sdfootnote4anc"><sup>4</sup></a> Dessa vez a palavra usada é </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>limmud</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"><a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote5sym" name="sdfootnote5anc"><sup>5</sup></a>, que pode ser traduzida por ensinado, instruído ou discipulado e também é derivada da palavra </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>lamad</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">. A Septuaginta (LXX), versão modelar do Antigo Testamento em língua grega, </span><span style="font-family: Arial, serif;">verteu para </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>mathetés</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, que traduz o mesmo significado de aluno, aprendiz, pupilo, discípulo.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote6sym" name="sdfootnote6anc"><sup>6</sup></a></span></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;">Essa era a palavra favorita de Jesus Cristo para aqueles que tiveram suas vidas ligadas entranhadamente com a dele.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote7sym" name="sdfootnote7anc"><sup>7</sup></a> No Novo Testamento, as palavras que tem vínculo com o discipulado se aplicam, mormente aos seguidores de Jesus e descrevem a vida de fé. </span></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;">Temos ainda o termo </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Akolouthéo</i></span><span style="font-family: Arial, serif;"> (“seguir”); este indica a ação de um homem que responde ao chamado de Jesus, e cuja vida recebe novas diretrizes em obediência. No grego clássico, esse vocábulo se forma de </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>keleuthos</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, “um caminho”. Significa “ir para algum lugar com outra pessoa”, “acompanhar”, “ir atrás de alguém”, “seguir”.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote8sym" name="sdfootnote8anc"><sup>8</sup></a> </span></span></p>
<p class="western" align="left"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;">Já o vocábulo </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>mathetés </i></span><span style="font-family: Arial, serif;">(“discípulo”) refere-se a alguém que ouve a chamada de Jesus e se torna seu seguidor. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><i>Mimeomai </i></span><span style="font-family: Arial, serif;">(“imitar”) pode se distinguir disto, na medida em que enfatiza principalmente a natureza de um tipo específico de comportamento, modelado em outra pessoa.<a class="sdfootnoteanc" style="color: #333333;" href="#sdfootnote9sym" name="sdfootnote9anc"><sup>9</sup></a></span></span></p>
<hr />
<div id="sdfootnote1">
<p class="sdfootnote"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym">1</a><span style="font-family: Arial, serif;"> DOCKERY, D. S. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Manual Bíblico Vida Nova.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> São Paulo: Edições Vida Nova, 2001. p. 634.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p class="sdfootnote"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote2anc" name="sdfootnote2sym">2</a><span style="font-family: Arial, serif;"> CHAMPLIN, R. N. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> São Paulo: Editora Hagnos, 2004. p. 180</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote3">
<p class="sdfootnote"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote3anc" name="sdfootnote3sym">3</a> <span style="font-family: Arial, serif;">BROWN, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> – vol. I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984. p. 659</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote4">
<p class="sdfootnote" align="justify"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote4anc" name="sdfootnote4sym">4</a><span style="font-family: Arial, serif;"> YOUNGBLOOD, R. F. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Dicionário Ilustrado da Bíblia.</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> São Paulo: Vida Nova, 2004. p. 424.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote5">
<p class="sdfootnote"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote5anc" name="sdfootnote5sym">5</a> <span style="font-family: Arial, serif;"><b>Bíblia On-Line</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> – Módulo Avançado. Versão 3.00, 07 de Outubro de 2002.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote6">
<p class="sdfootnote" align="justify"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote6anc" name="sdfootnote6sym">6</a><span style="font-family: Arial, serif;"> TAYLOR, W. C. 1886-1971. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Dicionário do Novo Testamento grego</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. 10. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991. p. 130.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote7">
<p class="sdfootnote" align="justify"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote7anc" name="sdfootnote7sym">7</a><span style="font-family: Arial, serif;"> MOORE, W. B. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>Multiplicando discípulos, o método neotestamentário para o crescimento da igreja</b></span><span style="font-family: Arial, serif;">. 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1984. p. 21.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote8">
<p class="sdfootnote"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote8anc" name="sdfootnote8sym">8</a> <span style="font-family: Arial, serif;">BROWN, C. </span><span style="font-family: Arial, serif;"><b>O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento</b></span><span style="font-family: Arial, serif;"> – vol. I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984. p. 658.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote9">
<p class="sdfootnote"><span style="color: #333333;"><a class="sdfootnotesym" style="color: #333333;" href="#sdfootnote9anc" name="sdfootnote9sym">9</a> <span style="font-family: Arial, serif;"><i>Idem</i></span><span style="font-family: Arial, serif;">, </span><span style="font-family: Arial, serif;">p. 658.</span></span></p>
</div>
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		<title>Jesus &#8211; Mestre por Excelência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandro Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 19:52:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo de algum tempo queremos publicar uma série de textos a respeito do discipulado de Jesus. Nosso intuito é entender em que consiste o discipulado, propriamente dito, segundo o modelo proposto por Cristo. Com o texto abaixo, vamos iniciar primeiramente, como não poderia deixar de ser, com a pessoa de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de algum tempo queremos publicar uma série de textos a respeito do discipulado de Jesus. Nosso intuito é entender em que consiste o discipulado, propriamente dito, segundo o modelo proposto por Cristo.<br />
Com o texto abaixo, vamos iniciar primeiramente, como não poderia deixar de ser, com a pessoa de Jesus, o mestre por excelência.</p>
<h3><strong>1. Jesus como modelo de Mestre</strong></h3>
<p>É muito bom saber que podemos fazer parte do grande ministério de ensino que nos foi legado por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Muitas teorias a respeito de métodos e modelos têm surgido ao longo dos séculos e, notadamente, nas últimas décadas. Todavia, todos aqueles e aquelas que querem desenvolver um ministério com excelência, devem olhar para Jesus, o Mestre dos mestres.</p>
<h3><strong>1.1. O Mestre por excelência</strong></h3>
<p>Jesus foi chamado abundantemente de Rabi e Senhor, evidenciando que o povo o respeitava como mestre. É possível dizer que provavelmente a maioria das pessoas visse Jesus mais como mestre do que como Messias. Uma coisa é fato: as multidões reconheciam sua grande habilidade no ensino e na comunicação [1].</p>
<p>Ainda que aparentemente ele não tenha recebido nenhuma educação formal de um rabino, como era o costume da época, é provável que ele, como todas as crianças judias, tenha frequentado uma escola fundamental na sinagoga dos seis aos doze anos. Ele sabia ler e escrever. Já com “&#8230; doze anos&#8230;” de idade ele causava grande admiração aos mestres no templo, embora não tivesse estudado formalmente (Lc 2.42). “E os judeus maravilhavam-se dizendo: Como sabe este letras, não as tendo aprendido?” (Jo 7.15). Contudo, os métodos de ensino empregados por ele diferenciavam-se totalmente dos utilizados pelos centros de estudo e rabinos de seu tempo.</p>
<p>Jesus praticava as artes literárias. Ele demonstrou sua habilidade em ler “&#8230; segundo o seu costume, na sinagoga &#8230;” (Lc 4.16). É verdade que não deixou nada escrito, contudo, demonstrava familiaridade com a arte de escrever “&#8230; mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra&#8230;” (Jo 8.6). As palavras que proferiu na cruz “&#8230; Eli, Eli, lemá sabactâni&#8230;” (Mt 27.46) indicam que sabia a língua aramaica e também o idioma dos patriarcas, o hebraico. Ao analisarmos os evangelhos, percebemos que Jesus conhecia profundamente as Escrituras Sagradas. Fazia citações de memória. Jesus compreendia profundamente a natureza humana [2]: “E Jesus, conhecendo logo em que seu espírito arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoam sobre estas coisas em vosso coração?” (Mc 2.8).</p>
<p>Jesus sempre demonstrou interesse e amor por todos. Interessava-se mais pelo ser humano do que pelos credos, cerimônias, ritos e organizações, e sempre buscava fazer algo para ajudar as pessoas. Atitudes como essas sempre caracterizaram os grandes mestres que passaram por este mundo [3].</p>
<p>Esse desejo de servir é indispensável ao ensino. O desejo de servir deve também ser a característica e o objetivo do ensino na igreja local, pois o ensinamento cristão requer um espírito aprendiz e a valorização do outro mais do que de si mesmo. Para entender o modelo de ensino de Jesus, é importante reconhecer que a chamada para ser discípulo sempre inclui serviço [4]. Esse espírito aprendiz é descrito em Filipenses 2.3,4: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”.</p>
<p>Assim, podemos afirmar com segurança que nunca houve na história da humanidade alguém melhor preparado para ensinar. Do mesmo modo, estamos convictos que ninguém se mostrou mais idôneo para a arte do ensino do que Jesus.</p>
<p>O vocábulo idôneo (<em>hikanós</em>) significa “suficiente”, “amplo”, “qualificado” [5]. Portanto, queremos dizer que ninguém se mostrou mais suficientemente qualificado para ensinar do que Jesus. Diante dessa afirmação surge a pergunta: por que não? Ao que podemos responder com a afirmação de Nicodemos a respeito de Cristo: “&#8230; bem sabemos que és mestre vindo de Deus” (Jo 3.2). Há, portanto, um elemento divino na qualificação de Jesus que contribuiu para prepara-lo eficientemente para o magistério [6].</p>
<p>Contudo, existem outros elementos meramente humanos na arte e no ensino de Cristo. São esses elementos que queremos estimular o(a) professor(a), pregador(a) a, inspirados neles, cumprir a grandiosa tarefa na seara do Mestre.</p>
<p>Aguarde nossa próxima publicação.</p>
<hr />
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>[1] COLEMAN, W. Manual dos tempos e costumes bíblicos. Belo Horizonte: Editora Betânia. 1ª. Ed. 1991. p. 133.<br />
[2] ARMSTRONG, H. Bases da Educação Cristã. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994. p. 26.<br />
[3] PRICE, J. M. A pedagogia de Jesus; o mestre por excelência. 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1975. p. 13, 14.<br />
[4] BROWN, C. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento – vol. I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984. p. 666.<br />
[5] TAYLOR, William Carey. Dicionário do Novo Testamento grego. Rio de Janeiro: JUERP, 1991, p. 102.<br />
[6] PRICE, J. M. Op. Cit. p. 9.</p>
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		<title>Formatura da turma Professor Drº Gelci Colli</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2019 01:37:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aconteceu no último dia 16 de Março de 2019, a formatura da turma Professor Drº Gelci Colli. Estiveram presentes no evento pastor Ariél da Silveira, presidente da AEIEADC, Associação Educacional das Igrejas Evangélicas da Assembléia de Deus em Curitiba; Professor Me. Sandro Pereira, Diretor da Faculdade Cristã de Curitiba, FCC; Professor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu no último dia 16 de Março de 2019, a formatura da turma Professor Drº Gelci Colli. Estiveram presentes no evento pastor Ariél da Silveira, presidente da AEIEADC, Associação Educacional das Igrejas Evangélicas da Assembléia de Deus em Curitiba; Professor Me. Sandro Pereira, Diretor da Faculdade Cristã de Curitiba, FCC; Professor Drº Edson Martins, coordenador do Curso de Bacharel em Teologia, na modalidade presencial; Professor DrºAlbert Freisen; Professor DrºGelci Colli. Na ocasião da formatura o paraninfo foi o Professor Drº Albert Freisen e o homenagiado foi Professor Drº Gelci Colli, que empresta seu nome a turma de formandos em Bacharel em Teologia 2018.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Aula Inaugural com o Pr. Eliel do Santos Gaby</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 11:17:32 +0000</pubDate>
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		<title>Colação de grau no curso de Bacharelado em Teologia</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 11:15:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A turma Me. Sandro Pereira, teve sua colação de grau no curso de Bacharelado em Teologia realizada no dia 17 de março no templo menor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Curitiba. Nossos parabéns a todos os formandos e agradecemos a todos os presentes nesse evento da Faculdade Cristã de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A turma Me. Sandro Pereira, teve sua colação de grau no curso de Bacharelado em Teologia realizada no dia 17 de março no templo menor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Curitiba.</p>
<p>Nossos parabéns a todos os formandos e agradecemos a todos os presentes nesse evento da Faculdade Cristã de Curitiba.</p>
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